sábado, 27 de março de 2010

Alforria

Paraíso desabou em água
Água benta
Não se preocupou com nada
Cabelos ou roupas
Livros ou resfriados
Sorriu iluminada sem razão alguma
Gotas que lavavam a alma
Agora leve como nunca

Cansou de viver pela metade
Cansou de amar pela metade
Cansou de não saber nada
Cansou do supérfluo e superficial
Cansou de cantar e não sentir
As suaves letras das músicas
Quando o fez, se deliciou
Com o novo que é obsoleto

Escutou a música pingante
Melodia tão bela
Pés inquietos dançaram
Olhares de repreensão
Talvez porque desdenharam
Somente eu naquela rua
Tinha a alma leve
Naquele dia de chuva

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