quinta-feira, 18 de junho de 2009

Punhalada

Não precisa me menosprezar
Deixa que eu mesma o faça
Com atenção, essas vozes escuto
Nada que deveria importar falam
Permita-me não me desgastar
Ainda que discorde totalmente
E me admira você falar de mim
Se como eu você abaixa a cabeça

O que fazemos faz quem somos
Continuarei a ser quem sou
Continuarei a fazer o que faço
Ainda que não me faça bem
Não fazer o que você quer
Sei que você não me quer bem
Não te cobro, não tenho esse poder
Mas quero de quem me quer

Devia tratar assim como todos
Minha educação não deixa
Muito menos meu altruísmo
Um unânime olhar julgador
Que derruba qualquer gigante
Inconscientes, inconseqüentes
Entrego-me, desisto de acreditar
Na incondicionalidade

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